Elegância do Comportamento: sabedoria para eleger a melhor conduta

Elegância do Comportamento: sabedoria para eleger a melhor conduta

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Hoje em dia predomina a idéia de que para ser elegante, uma mulher deve vesti-se à la Chanel, usar uma bolsa Louis Vuitton, adornar-se de Tiffany e sapatos Louboutin, além de ser mestre em etiqueta social, ostentando um ar de altivez e superioridade. Pois bem… felizmente, a boa notícia é que elegância não está à venda nos editoriais de moda, tampouco pode-se adquirir com cartão de crédito.

Elegância é uma questão de atitude. Assim, é um patrimônio pessoal intangível e absolutamente democrático, plenamente acessível para ricos, pobres, negros, brancos, intelectuais e analfabetos. O termo “elegância” vem do latim “eligere”, que significa escolher. Ou seja, ser elegante é saber escolher, sobretudo no que diz respeito à conduta pessoal. A jornalista e escritora brasileira Martha Medeiros dá a dica de como ter “elegância no comportamento” em um texto brilhante com este mesmo título.

ELEGÂNCIA NO COMPORTAMENTO 

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detecta-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. Oferecer flores é sempre elegante. É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber disso

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição. Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo. É elegante a gentileza… Atitudes gentis, falam mais que mil imagens. Abrir a porta para alguém… é muito elegante. Dar o lugar para alguém sentar… é muito elegante.

Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma… Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza pela observação, Mas tentar imita-la é improdutiva. A saída é desenvolver a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”. Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura. (Martha Medeiros)

Como vimos, a elegância requer generosidade, empatia e ternura.  Um ícone de mulher negra elegante  no Brasil é Flordelis. Linda, inteligente, articulada e sensível a necessidade de menores abandonados, Flor (como é comumente chamada) adotou 48 filhos e sua biografia foi estrelada no cinema por diversos atores globais, que doaram seu cachê para colaborar com sua instituição beneficente.

Ex-moradora da favela do Jacarezinho (Rio de Janeiro), Flordelis teve sua biografia estrelada por Reinaldo Gianechini, Cauã Reimond, Debora Secco, Aline Moraes, Fernanda Lima e Isabel Fillardis. Essa é uma prova de que Leonardo Da Vinci estava certo quando afirmou que “a simplicidade é o ápice da sofisticação

Elegância à Flordelis: sua trajetória foi registrada pelo cinema nacional e resultou em  publicação de obra literária biográfica

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto (Martha Medeiros)

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